Presença dos EUA no Golfo é oportunidade, afirma Irã

Comandante da Guarda Revolucionária diz que, se os americanos ‘fizerem um movimento, serão atingidos na cabeça’

Redação, O Estado de S.Paulo

12 de maio de 2019 | 20h36

TEERÃ - A presença militar dos Estados Unidos no Golfo Pérsico não é uma ameaça, mas uma “oportunidade”, afirmou neste domingo (12) um comandante do alto escalão da Guarda Revolucionária iraniana. “Um porta-aviões que tem ao menos 50 aviões e 6 mil soldados reunidos era uma séria ameaça para nós no passado, mas agora é uma oportunidade”, disse Amirali Hajizadeh, chefe da divisão aeroespacial da Guarda Revolucionária.

O comandante afirmou em entrevista à agência de notícias estatal iraniana Isna que, “se os americanos fizerem algum movimento, os atingiremos na cabeça”. O comandante da Guarda, o major-general Hossein Salami, disse em uma sessão parlamentar ontem que os EUA iniciaram uma guerra psicológica na região.

O Pentágono enviou na sexta-feira uma bateria de mísseis Patriot e um navio da Marinha dos EUA para o Golfo Pérsico. O USS Arlington e os mísseis se juntaram ao grupo de ataque do USS Abraham Lincoln, porta-aviões nuclear americano da classe Nimitz, e a uma força-tarefa de bombardeiros B-52, que foram destacados no início da semana passada para a região.

O USS Arlington, que transporta fuzileiros navais, veículos anfíbios, navios de desembarque e helicópteros, deve chegar em breve à região. O sistema de mísseis Patriot, fabricado pela Raytheon, pode derrubar mísseis balísticos táticos, mísseis de cruzeiro, drones e aviões. 

Ainda neste domingo, o ministro das Relações Exteriores iraniano, Mohammad Javad Zarif, disse no Twitter que o assessor de Segurança Nacional dos EUA, John Bolton, havia feito planos para os EUA se retirarem do acordo nuclear de 2015 e adotar uma posição mais agressiva em relação ao Irã antes mesmo de assumir seu atual cargo.

Zarif publicou no Twitter um link para um artigo escrito por Bolton e publicado pela revista National Review em 2017 com o título Como Sair do Acordo Nuclear Iraniano./ REUTERS e AFP

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