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Presidente e vice da Associação de Jornalistas do Egito são detidos

Os três foram acusados de dar refúgio a dois membros do organismo que estavam sendo procurados pela Justiça e por divulgarem informações falsas

O Estado de S. Paulo

30 Maio 2016 | 10h29

CAIRO - O presidente da Associação de Jornalistas do Egito, Yehia Qalash, e seu vice-presidente, Jaled al Balshi, foram detidos na madrugada desta segunda-feira, 30, acusados de dar refúgio a dois membros do organismo que eram procurados pela Justiça e por divulgarem informações falsas. O secretário-geral, Gamal Abdelrahim, também foi preso.

Os três permanecem em custódia policial na Delegacia de Qasr al Nil, no centro do Cairo, e aguardam para comparecer perante um juiz, informaram fontes judiciais.

A Procuradoria-Geral egípcia havia ordenado nesta segunda-feira sua libertação prévia com pagamento de uma fiança de 10 mil libras (cerca de US$ 1 mil), mas os três jornalistas se negaram a pagar esse valor.

Qalash declarou que ele e seus companheiros não pagarão a fiança, e que esperam comparecer novamente ainda hoje à Procuradoria-Geral. Ele ainda destacou que, assim como Al Balshi, pediu para ser interrogado pelo juiz da investigação, mas até o momento, sua demanda não foi atendida.

O assessor jurídico da Associação de Jornalistas do Egito, Sayed Abu Zeid, defendeu o fato de que o organismo abrigava em sua sede no Cairo os jornalistas Amr Mansur Badri e Mahmud al Saqa, que estavam sendo procurados.

Segundo a agência de notícias Mena, Abu Zeid disse durante os interrogatórios de Qalash, Al Balshi e Abdelrahim que o papel da Associação é defender seus membros e que sua sede nunca acolheu pessoas fora da lei.

Mansur Badri e Al Saqa, do jornal Bawabat Yanair, foram acusados de se manifestar ilegalmente e tentar desestabilizar o país.

O corpo profissional denunciou então a chegada das forças de segurança em sua sede no Cairo, o que provocou um conflito grave entre a diretoria da Associação e as autoridades egípcias. /EFE

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