REUTERS/Andres Stapff
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Presidente argentino cancela ida à reunião do Mercosul diante de crise no país

Crise cambial na Argentina leva a mudanças no gabinete de Macri; no fim de semana, mais dois ministros foram demitidos

Julia Lindner, enviada especial a Assunção, O Estado de S.Paulo

18 de junho de 2018 | 10h48

ASSUNÇÃO - Diante da crise na Argentina, o presidente do país, Maurício Macri, não vai participar da 52ª reunião de cúpula do Mercosul, que ocorre em Assunção, no Paraguai, nesta segunda-feira, 18. A vice-presidente Gabriela Michetti vai substituir Macri no encontro, que também terá a presença do presidente Michel Temer e dos presidentes do Uruguai e do Paraguai. 

No domingo, o ministro argentino da Fazenda e do Planejamento, Nicolás Dujovne, não participou do encontro semestral que reuniu os ministros da Fazenda do Brasil, Eduardo Guardia; do Uruguai, Danilo Astori; e Paraguai, Lea Giménez. A Argentina, por sua vez, enviou o vice-ministro de programação macroeconômica do país, Luciano Cohan. 

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Dois dias depois de comunicar a demissão do presidente do Banco Central da Argentina, Federico Sturzenegger, que foi substituído pelo então ministro do Planejamento, Luis Caputo, Macri demitiu no sábado outros dois ministros de seu governo. Francisco Cabrera e Juan José Aranguren, ministros da Produção e Energia, serão substituídos por Dante Sica e Javiera Iguacel, noticiaram veículos de imprensa local. 

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Estas mudanças no gabinete ocorrem em meio à forte crise cambial no país, na qual o peso despencou abruptamente com relação ao dólar nos últimos dois meses.

A situação fez o Executivo pedir um empréstimo ao Fundo Monetário Internacional (FMI) para tentar equilibrar as contas públicas. 

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