Ronald Zak/AP
Ronald Zak/AP

Presidente austríaco é reeleito com quase 80% dos votos

Apenas 50% do eleitorado compareceu às urnas; candidata da oposição teve apenas 16% dos votos

Agência Estado e Reuters,

25 de abril de 2010 | 17h59

O atual presidente da Áustria, Heinz Fischer, do partido Social Democrata, venceu facilmente as eleições deste domingo, 25, com 78,7% dos votos. A candidata oposicionista Barbara Rosenkranz, do Partido Liberal (FPÖ), recebeu 15,6% dos votos e Rudolf Gehring, do Partido Cristão Austríaco, ficou com 5,4%.

 

Os resultados preliminares - que ainda não incluem votos enviados pelo correio - foram anunciados pela ministra do Interior, Maria Fekter. Apenas 49,2% dos eleitores compareceram às urnas.

Em uma reação inicial transmitida na televisão pública, Fischer afirmou estar "muito feliz". "Agradeço à população por confiar tanto em mim", declarou. Já Rosenkranz disse que foi vítima de uma "caça às bruxas". "Realmente não foi uma campanha justa. Acho que todos viram isso", lamentou ele diante de seus apoiadores, que a aplaudiram.

Pesquisas já indicavam que Fischer ganharia um novo mandato de seis anos. Aos 71 anos, ele é conhecido por sua cautela e diplomacia. Foi ministro de Ciências e, antes de vencer as eleições presidenciais, há seis anos, ocupou diferentes posições de liderança em seu partido e no parlamento austríaco.

Já Rosenkranz, de 51 anos, cujo partido é conhecido por adotar postura contrária ao que é estrangeiro e à União Europeia (UE), provocou controvérsias no país. Ela sugeriu, por exemplo, que a lei austríaca que proíbe elogios ao nazismo se opõe à Constituição e à liberdade de expressão.

 

Mas, recentemente, declarou apoio formal à lei. Também foi criticada por dar respostas vagas para um questionamento sobre as câmaras de gás nazistas, embora depois tenha reconhecido sua existência.

 

Ao ser perguntada sobre se duvidava da existência de campos de extermínio de judeus, ela apenas afirmou: "Tenho um conhecimento de história ensinado em escolas austríacas entre 1964 e 1976".

 

Críticos alegam que a Áustria não reconheceu seu papel histórico em crimes nazistas antes da década de 80, quando o então presidente Kurt Waldheim admitiu ter escondido que fez parte da SS.

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