Presidente chinês enfrenta protestos em universidade japonesa

O presidente chinês, Hu Jintao, defendeuna quinta-feira uma relação de parceria com o Japão, ao invésda tradicional rivalidade, mas protestos em frente ao local doseu discurso sugerem que há muitos obstáculos para isso. Na sua visita à prestigiosa universidade Waseda, em Tóquio,Hu aludiu à ocupação japonesa em parte da China (1931-45),dizendo que "a infeliz história causou não só grande desgraçaentre o povo chinês, mas também grande sofrimento para o povojaponês". "Lembrar a história não é alimentar o ódio, e sim usar ahistória como espelho e olhar para o futuro. Cultivar a paz,resguardar a paz, deixar que o povo chinês e o povo japonêssejam amigos geração após geração", disse Hu, sob aplausos, nodiscurso transmitido ao vivo pela TV pública japonesa, a NHK. Hu fez elogios ao Japão e ao caráter esforçado do seu povo,e disse que ambos os países deveriam "reconhecer mutuamente eobjetivamente o seu desenvolvimento e se considerar comoparceiros para a cooperação, não como rivais [...], não comoameaça, mas como oportunidade". Enquanto o presidente discursava, cerca de 200manifestantes faziam um protesto junto aos portões dauniversidade, muitos deles com cartazes pedindo liberdade parao Tibet. Havia também uma faixa que dizia "Nem pandas nem massaenvenenada", numa alusão à oferta de dois pandas feita por Hu aum zoológico de Tóquio e à recente importação de massacomestível contaminada com pesticidas, o que deixou váriosjaponeses doentes. (Reportagem adicional de Chris Buckley, Teruaki Ueno eChisa Fujioka em Tóquio e Lindsay Beck em Pequim)

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.