Presidente chinês promete 'punição severa' por protestos

O presidente da China, Hu Jintao, prometeu "punição severa" para os responsáveis pelas mortes nas manifestações no noroeste do país, informaram hoje os meios de comunicação estatais. Foi o primeiro relato das ações do presidente desde que ele deixou a reunião do Grupo dos Oito (G-8, composto por Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, Itália, Japão e Rússia) para inspecionar as respostas aos tumultos. As manifestações em Xinjiang deixaram 156 mortos e mais de mil feridos, no domingo.

AE, Agencia Estado

09 de julho de 2009 | 10h13

Hu Jintao se reuniu na noite de ontem com o comitê permanente do Politburo, o grupo de governo de nove integrantes do Partido Comunista, para discutir "questões relacionada às manifestações em Xinjiang", informou a agência estatal de notícias Xinhua. O grupo concordou que a estabilidade de Xinjiang constitui "a tarefa mais importante e urgente" e que o governo vai "tomar medidas firmes contra crimes, dentre eles agressão, vandalismo, roubo ou incêndio" para manter a estabilidade, diz o comunicado.

Em Urumqi, capital de Xinjiang e onde os atos de violência aconteceram, sinais de vida normal começaram a surgir, apesar da forte presença de forças de segurança que mantém uma relativa calma pelo segundo dia consecutivo. Carros tiveram permissão para rodar livremente nas ruas da cidade, os pedestres pareciam mais relaxados e as armas usadas para vigiar a multidão não eram mais vistas.

Hu Jintao não foi visto em público desde que voltou ao país, mas o anúncio de hoje tem o claro objetivo de demonstrar à população chinesa que ele está no controle das respostas do governo à violência em Xinjiang, bem como reforçar a decisão do governo de manter a calma. As informações são da Dow Jones.

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