Presidente chinês reconhece que 'há muito a ser feito' pelos diretos humanos

Hu Jintao foi pressionado por Obama para libertar presos políticos

Estadão.com.br

19 de janeiro de 2011 | 17h38

WASHINGTON - O presidente da China, Hu Jintao, disse nesta quarta-feira, 19, que "ainda há muito a ser feito" pelos direitos humanos em seu país.  Barack Obama e Hu Jintao se encontraram nesta quarta-feira na Casa Branca, onde conversaram sobre economia e a situação política do país asiático, principalmente em relação aos direitos humanos.

 

Obama disse que os EUA continuarão a incitar a liberdade de expressão, reunião e religião para o povo chinês, apontou Obama durante a conferência de imprensa ao lado do presidente Hu Jintao. Obama disse que a China, e todas as nações, terão benefícios se respeitarem os direitos humanos de seus cidadãos.

 

Este é um ponto delicado para a China. Os EUA e outras nações pressionam o gigante asiático para libertar opositores políticos e dissidentes, inclusive o ganhador do Prêmio Nobel da Paz, Liu Xiaobo.

 

Obama, no entanto, apontou que os dois países podem trabalhar juntos apesar de suas diferenças nas políticas de direitos humanos. Obama disse também que ele e o presidente da China, Hu Jintao, "concordaram que a Coreia do Norte deve evitar mais provocações".

 

"Eu também disse que o programa balístico e nuclear da Coreia do Norte é uma ameaça direta crescente à segurança dos Estados Unidos e de nossos aliados", afirmou Obama em entrevista coletiva com o líder chinês.

 

O presidente chinês, por sua parte, disse que a China "ainda encara muitos desafios, e ainda há muito a ser feito" pelos direitos humanos em seu país, apontando ainda que já "enormes progressos" já foram alcançados neste aspecto.

 

Hu disse ainda que os Estados Unidos e a China devem respeitar a soberania, a integridade social e os interesses de desenvolvimento do outro. O comentário de Hu deixou claro que a China não está disposta a se curvar aos interesses americanos em algumas áreas importantes.

 

O líder chinês se referiu sem mais explicações a "alguns desacordos" nas áreas de economia e comércio exterior, dizendo que os países estão trabalhando para revolver as diferenças. Obama havia afirmado anteriormente na coletiva que o iuane continua subvalorizado e é necessário "um maior ajuste" em sua cotação, algo que acredita que ajudará a fomentar a demanda interna e lutar contra a inflação na China.

 

Com informações de Efe e Associated Press

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