Edgard Garrido/Reuters
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China anuncia viagem de presidente aos EUA para primeira reunião com Trump

Encontro dos dois líderes acontecerá nos dias 6 e 7 de abril no resort de Mar-a-Lago, na Flórida - propriedade de Trump usada para descanso; porta-voz da chancelaria chinesa afirmou que detalhes da agenda de Xi Jinping ainda não estão fechados

O Estado de S.Paulo

30 de março de 2017 | 04h52
Atualizado 30 de março de 2017 | 09h22

PEQUIM - O presidente chinês, Xi Jinping, viajará aos Estados Unidos para se encontrar com o presidente Donald Trump no resort de Mar-a-Lago, na Flórida, em 6 e 7 de abril, anunciou o Ministério das Relações Exteriores chinês nesta quinta-feira, confirmando pela primeira vez o encontro amplamente aguardado.

Essa será a primeira reunião entre Xi e Trump, que tomou posse em 20 de janeiro, e acontecerá em um momento no qual os dois lados enfrentam questões delicadas, que vão das tensões com a Coreia do Norte e no Mar do Sul da China a disputas comerciais.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Lu Kang, fez o anúncio na entrevista coletiva diária à imprensa, revelando também que a viagem do líder chinês terá uma passagem pela Finlândia nos dias 4 e 5 de abril.

A expectativa é que a reunião tenha um caráter comercial, pelas frequentes chamadas de Trump para um volume de intercâmbios mais equilibrado entre as duas potências, em algumas ocasiões acompanhadas de acusações contra a China por "roubar" postos de trabalho dos EUA ou de manipular sua moeda para favorecer suas exportações.

"O mercado dita que esse interesse entre os nossos dois países seja estruturado", disse. "Ambos os lados precisam trabalhar juntos para fazer o bolo do interesse mútuo maior, e não simplesmente buscar uma distribuição mais justa", afirmou em resposta a uma pergunta sobre atritos comerciais.

O porta-voz chinês afirmou que os detalhes da agenda ainda não estão fechados, mas garantiu que "40% do superávit comercial da China com os Estados Unidos é criado por empresas americanas em território chinês". Ele também defendeu que o comércio bilateral "gerou 2,6 milhões de postos de trabalho nos Estados Unidos", segundo números do Conselho de Negócios China-EUA. / EFE e REUTERS

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