Presidente colombiano eleito discute crise com Kirchner

Em meio à crise política entre a Colômbia e a Venezuela, o sucessor do presidente colombiano Álvaro Uribe, Juan Manuel Santos, reúne-se hoje em Buenos Aires com o secretário-geral da União das Nações Sul-Americanas (Unasul), Néstor Kirchner, para analisar a situação. O ex-presidente argentino está estreando no papel de negociador regional. No próximo dia 5 de agosto, Kirchner conversará com o presidente venezuelano, Hugo Chávez, em Caracas, e no dia seguinte seguirá para Bogotá, onde discutirá o assunto com Uribe e, novamente, com Santos.

MARINA GUIMARÃES, Agência Estado

26 de julho de 2010 | 12h58

"Esperamos que possa encaminhar pelo caminho correto para reencontrar ambos povos e governos, ainda mais em uma instância de mudança de governo que há agora na Colômbia", disse Kirchner ontem à noite, ao comentar a crise. Ele afirmou que "dói muito que dois países latino-americanos tenham este nível de confronto", prometendo trabalhar para que os dois governos possam se "reencontrar e não afetar a profunda relação entre os povos". Segundo o argentino, a Unasul "tem a tarefa central para cumprir na região, dentro da região e também fora, junto aos outros blocos".

Santos tinha visita marcada hoje com o presidente do Chile, Sebastián Piñeira, em Santiago e, no final da tarde, vai desembarcar em Buenos Aires. A princípio, o presidente eleito teria um encontro apenas com a presidente Cristina Kirchner, mas com o rompimento das relações entre seu país e a Colômbia, declarado na semana passada por Chávez, Santos atendeu ao pedido de Néstor Kirchner para discutir o problema. Depois do encontro com Cristina, na Casa Rosada, Santos terá um jantar com Kirchner na residência do embaixador colombiano na capital argentina.

Fontes ligadas ao ex-presidente informaram que, logo após o anúncio de Chávez, Kirchner se apresentou como mediador da crise e conversou por telefone, várias vezes, com os presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e do Equador, Rafael Correa.

No fim de semana, Kirchner manteve conversas telefônicas com os demais presidentes dos países da Unasul. Correa, por sua vez, como presidente pro tempore da Unasul, deu ordens ao seu ministro de Relações Exteriores, Ricardo Patiño, para convocar uma reunião extraordinária de chanceleres da Unasul, que será realizada na quinta-feira, em Quito.

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