Presidente coreano eleito quer relação "igual" com os EUA

O candidato governista Roh Moo-hyun venceu a eleição presidencial da Coréia do Sul, um resultado que pode afetar as relações com os Estados Unidos e com a Coréia do Norte. Contados 94,5% dos votos, Roh tinha 49% deles, enquanto o líder oposicionista Lee Hoi-chang havia recebido 46,5%. A diferença era irreversível, segundo as tevês. "Obrigado meus caros compatriotas, vocês me elegeram como presidente", agradeceu Roh, na sede de seu partido. "Vou tentar ser um presidente não apenas das pessoas que votaram em mim, mas também das pessoas que se opuseram à minha eleição".Lee, que também havia perdido por estreita margem a eleição presidencial de 1997, reconheceu a derrota. "Dei o melhor de mim, mas faltou pouco", lamentou. Dos 35 milhões de eleitores, 70,2% compareceram às urnas, quase 11 pontos porcentuais a menos do que na eleição presidencial de 1997. A Coréia do Sul tem 48 milhões de habitantes.A votação ocorreu em meio a um forte sentimento antiamericano, alimentado pela recente absolvição, por uma corte marcial dos EUA, de dois soldados americanos que atropelaram e mataram duas adolescentes sul-coreanas, em junho.Roh, 55 anos, quer uma relação mais "igual" com Washington, apóia a política "raio de sol" do presidente Kim Dae-jung de reconciliação com a Coréia do Norte, e acredita que a melhor forma de resolver as preocupações sobre o programa de armas nucleares do vizinho comunista é através do diálogo.Mas Lee, 67 anos, denunciava que a política de Kim havia fracassado, e defendia um endurecimento da posição com a Coréia do Norte, mais em linha com o presidente americano, George W. Bush.Muitos sul-coreanos acreditam que Bush, que tem descartado conversações com Pyongyang enquanto o país comunista não desistir de suas ambições nucleares, é um obstáculo para a reconciliação com a Coréia do Norte. Era esperado que Roh, que quer que a Coréia do Sul seja menos dependente dos EUA, se beneficiasse da crescente insatisfação com os 37 mil soldados americanos baseados no país.O mandato de cinco anos de Kim expira em fevereiro. Pela lei sul-coreana, ele não podia buscar a reeleição.

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