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Presidente da África do Sul anuncia investigação da morte de grevistas

Jacob Zuma se disse 'chocado e consternado' com incidente; 34 pessoas foram mortas pela polícia

AE, Agência Estado

17 de agosto de 2012 | 15h57

Texto atualizado às 18h43

 

MARIKANA, ÁFRICA DO SUL - O presidente da África do Sul, Jacob Zuma, anunciou nesta sexta-feira, 17, uma investigação oficial sobre as "chocantes" mortes de 34 trabalhadores em um confronto com a polícia sul-africana, em uma mina de platina controlada pela empresa Lonmin Plc. As mortes ocorreram em vários confrontos durante esta semana, embora a maioria tenha acontecido em um tumulto confuso na quinta-feira. A mina fica a 60 quilômetros de Johannesburgo, maior cidade e centro industrial e financeiro da África do Sul.

 

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"Nós temos que descobrir a verdade sobre o que aconteceu lá. A esse respeito, eu decidi instituir uma comissão investigadora. A investigação nos permitirá descobrir a verdadeira causa do incidente e também aprender as lições necessárias com ele", disse Zuma.

 

A polícia abriu fogo contra manifestantes armados com paus e facões na quinta-feira. Desde a segunda, os manifestantes e guardas da mina Marikana tiveram vários incidentes e confrontos, que deixaram cinco mortos. A mina de platina fica perto da cidade de Rustenburg. "Isso é inaceitável no nosso país, que é um país onde todos se sentem confortáveis. Um país que tem uma democracia que todo mundo inveja", disse Zuma à AFP.

 

"Por isso, foi uma coisa chocante. Não sabemos de onde isso veio mas temos que investigar", afirmou o mandatário. Após o número de mortos ficar claro nesta sexta-feira, Zuma cancelou uma visita oficial que faria a Moçambique para uma cúpula da África Austral e foi à mina de Marikana, onde conversou com policiais e autoridades. Mais tarde, ele deverá visitar alguns dos 78 feridos que foram levados a hospitais vizinhos.

 

As informações são da Dow Jones

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