Presidente da Autoridade Palestina visita a Venezuela

Abbas deve pedir o apoio de Maduro para tornar a Palestina um membro observador da Unasul

O Estado de S. Paulo,

16 Maio 2014 | 13h46

Maduro e Abbas prestam homenagem a Simón Bolívar - Foto: Carlos Garcia Rawlins/Reuters 

CARACAS - O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, chegou na noite da quinta-feira 15 à Venezuela para estreitar as relações com o presidente Nicolás Maduro, informou a agência estatal venezuelana de notícias.

Abbas foi recebido no Aeroporto Internacional Simón Bolívar pelo chanceler venezuelano Elías Jaua e deve pedir o apoio do presidente venezuelano para que a Palestina se torne membro observador da União das Nações Sul-americanas (Unasul), Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos (Celac) e Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa América (Alba).

Nesta sexta-feira, 16, acompanhado por Maduro, Abbas prestou homenagens a Simón Bolívar no Panteon onde estão os restos mortais do libertador. Em uma rápida cerimônia, os dois presidentes colocaram uma coroa de flores no local e assinaram o livro de visitas.

Abbas vai se reunir com Maduro no Palácio de Miraflores e entregará a condecoração "Estrela da Palestina" a parentes do ex-presidente Hugo Chávez, morto em março do ano passado.

Essa é a terceira visita do líder palestino ao país sul-americano desde 2009, quando viajou a Caracas para assinar acordos políticos, educativos, econômicos e comerciais. O governo venezuelano apoia as reivindicações palestinas e já declarou isso em diversas situações.

Chávez apoiou a criação do Estado palestino desde que chegou ao poder, em 1999. Em abril de 2009, quatro meses depois de ter cortado relações com Israel por uma ofensiva em Gaza, Chávez formalizou as relações diplomáticas com os palestinos e abriu uma embaixada palestina em Caracas.

Ao saber da morte do líder bolivariano, Abbas ofereceu condolências ao povo venezuelano e ao governo de Caracas e disse que os palestinos perdiam "um amigo que defendeu de forma apaixonada o direito (dos palestinos) à liberdade."/ AP e EFE

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