Wang Zhao/AFP
Wang Zhao/AFP

Presidente da China pede desenvolvimento mais rápido de armamentos modernos

O país segue em frente com seu ambicioso plano de modernização e tem aumentado as tensões na região

REUTERS

05 de dezembro de 2014 | 09h07

O presidente chinês, Xi Jinping, pediu pelo desenvolvimento mais rápido de novos equipamentos militares avançados para construir um Exército mais forte, relatou a imprensa estatal, à medida que o país segue em frente com seu ambicioso plano de modernização que tem aumentado as tensões na região.

Durante uma conferência de dois dias do Exército de Libertação Popular, Xi disse que reformas militares devem ser “guiadas pelo objetivo de construir um Exército forte”, relatou a agência oficial de notícias Xinhua na noite de quinta-feira.

“Armamento avançado é o cerne de um Exército moderno e um apoio crucial para a segurança e o rejuvenescimento nacional”, disse Xi, segundo a agência.

“Sistemas de equipamentos estão agora em um período de oportunidades estratégicas e em um estágio crucial para rápido desenvolvimento."

Xi tem realizado esforços para fortalecer a capacidade bélica das Forças Armadas chinesas, de 2,3 milhões de pessoas, à medida que busca projetar poder em águas disputadas nos mares do Leste e do Sul da China.

A China desenvolveu uma emergente tecnologia de combate furtivo, com mísseis anti-satélite, e agora tem uma aeronave em operação e planeja mais.

Os gastos com defesa neste ano devem aumentar em 12 por cento, para 808 bilhões de iuanes (131,3 bilhões de dólares), um número que muitos governos e analistas dizem que não representa os verdadeiros gastos do governo.

Xi disse que novas armas devem ser “inovadoras, práticas e pensadas para frente a fim de cumprir demandas de combate real, para preencher as lacunas do equipamento existente da China.”

As Forças Armadas do país, as maiores do mundo, sofreram críticas este ano por parte de oficiais na ativa e na reserva e da mídia estatal, que questionarem se seus membros seriam muito corruptos para vencer uma guerra.

Parte de uma grande campanha anti-corrupção lançada por Xi tem tido como alvo as forças militares.

Em outubro, o governo disse que um dos oficiais mais sêniores da forças chinesas havia confessado receber suborno em troca de ajuda em promoções.

(Por Ben Blanchard)

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