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Presidente da Colômbia anuncia que disputará reeleição em 2014

Presidente destacou avanços na economia e nas negociações de paz com as Farc em discurso

O Estado de S. Paulo,

21 de novembro de 2013 | 11h12

BOGOTÁ - O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, anunciou na quarta-feira, 20, que vai entregar às autoridades eleitorais do país, na próxima segunda-feira, a carta em que oficializa sua intenção de se candidatar à reeleição em 2014.

"Estou convencido que avançamos o suficiente e que finalmente é possível chegar a esse futuro de prosperidade e de paz que todos os colombianos merecem", disse o presidente em um pronunciamento em rede de rádio e televisão.

Santos justificou sua decisão de tentar a reeleição para governar até 2018 porque sente que com seu governo, que começou no dia 7 de agosto de 2010, o país conseguiu grandes avanços em temas como as negociações de paz com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), além da redução da pobreza e do desemprego.

"Temos que terminar a tarefa que começamos", disse o presidente após afirmar que a Colômbia começou a ver uma luz no final do túnel. "Quando isso ocorre não se dá marcha à ré, nem se pode ficar na metade do caminho", argumentou o presidente.

O dia 25 de novembro foi escolhido para oficializar a candidatura. A lei estabelece que o chefe de Estado, caso queira concorrer à reeleição, deve anunciá-lo seis meses antes. As eleições estão programadas para 25 de maio de 2014.

Após fazer um balanço das conquistas sociais de seu governo e também dos avanços em matéria de segurança, o presidente insistiu várias vezes na necessidade de se "terminar a tarefa".

Santos dedicou uma parte substancial de seu pronunciamento às negociações de paz com as Farc em Havana e garantiu que a forma de enfrentar os desafios do país não é só com sangue e fogo."Acho que nós, colombianos, podemos chegar a um consenso sobre qual é o país que queremos. Por isso dialogamos", acrescentou."Um presidente que rejeite a opção de se chegar à paz não só seria irresponsável, mas estaria violando o mandato da Constituição e do povo."

O presidente reconheceu que esperava que as negociações de paz com as Farc, que ontem completaram seu primeiro aniversário, fossem mais rápidas e que se chegasse a um acordo no final deste ano. Apesar de não ter ocorrido dessa forma, Santos destacou que "existem progressos e avanços muito importantes". / EFE

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