Ueslei Marcelino/Reuters
Ueslei Marcelino/Reuters

Presidente da Colômbia prorroga cessar-fogo com as Farc até o fim do ano

No dia 4, o presidente havia anunciado que o cessar-fogo seria mantido até o dia 31, à espera de que se alcance um  consendo no país após o triunfo do 'não' no plebiscito sobre o acordo de paz com o grupo guerrilheiro

O Estado de S. Paulo

13 Outubro 2016 | 21h37

BOGOTÁ - O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, informou nesta quinta-feira, 13, que decidiu prorrogar até o dia 31 de dezembro de 2016 o cessar-fogo bilateral com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), em vigor desde 29 de agosto.

"Tomei a decisão de prorrogar o cessar-fogo bilateral", indicou o presidente em um pronunciamento em cadeia nacional, no qual explicou que adotou a medida atendendo a um pedido de um grupo de estudantes com o qual se reuniu hoje na Casa de Nariño, sede do governo. 

No dia 4, o presidente havia anunciado que o cessar-fogo seria mantido até o dia 31, à espera de que se alcance um  consendo no país após o triunfo do "não" no plebiscito do dia 2 sobre o acordo de paz com o grupo guerrilheiro.

As duas partes haviam acertado um cessar-fogo bilateral e definitivo, mas com a situação criada com o plebiscito, que deixou o acordo em suspenso, o governo se viu obrigado a prorrogá-lo por meio de uma medida especial.

O líder máximo das Farc, Rodrigo Londoño, conhecido como Timochenko, chegou a reagir ao anúncio do presidente e perguntou pelo Twitter se a declaração significava que depois desse prazo a guerra continuaria. / EFE 

 

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