REUTERS/Laurent Dubrule
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Presidente da Comissão Europeia nomeia novo negociador-chefe para saída do Reino Unido da UE

Michel Barnier já foi ministro das Relações Exteriores e de Agricultura da França, comissário de Mercado Interno e Serviços e de Política Regional

O Estado de S.Paulo

27 de julho de 2016 | 14h33

BRUXELAS - O presidente da Comissão Europeia (CE), Jean-Claude Juncker, nomeou nesta quarta-feira, 27, o ex-comissário e ex-ministro francês Michel Barnier como negociador-chefe para o processo de saída do Reino Unido da União Europeia (UE).

Juncker informou em comunicado que a nomeação terá efeito a partir de 1º de outubro e classificou Barnier de um político "experiente" para desempenhar "este difícil trabalho". O presidente da CE também espera que a decisão ajude a UE a "desenvolver uma nova associação com o Reino Unido" uma vez que o país esteja fora do bloco comunitário.

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"Michel (Barnier) é um negociador capacitado com uma rica experiência na maioria das áreas da política relevantes para as negociações", afirma Juncker, de quem já foi ministro das Relações Exteriores e de Agricultura da França, entre outros cargos. Barnier foi também comissário de Mercado Interno e Serviços e anteriormente de Política Regional.

"Ele tem uma extensa rede de contatos nas capitais de todos os Estados-membros e do Parlamento Europeu, o que considero muito valioso para esta função", destaca Juncker. Ele explica que Barnier lhe reportará "diretamente" sobre as negociações.

Barnier afirmou em sua conta no Twitter que se sente "honrado" e "entusiasmado" pela "confiança de Juncker para dirigir a negociação com o Reino Unido", e classifica a missão como "exigente".

Após o resultado do referendo britânico de 23 de junho, favorável ao "Brexit", a UE espera que as negociações comecem o mais rápido possível, embora não sejam iniciadas até que o novo governo de Theresa May ative o artigo 50.

Este passo, contemplado no Tratado da União Europeia, iniciará uma contagem regressiva para que o Reino Unido abandone definitivamente o bloco e para que 27 Estados-membros restantes desenhem sua futura relação com os britânicos. / EFE

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