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Presidente da companhia aérea cujo avião caiu no Paquistão renuncia por ‘razões pessoais’

Segundo porta-voz da empresa, motivos da decisão não teriam relação com o acidente que deixou mais de 40 mortos

O Estado de S.Paulo

13 Dezembro 2016 | 11h00

ISLAMABAD - O presidente da Pakistan International Airlines (PIA), Azam Saigol, renunciou por razões "pessoais", cinco dias após o acidente de um avião da companhia estatal que causou a morte de 47 pessoas, informou nesta terça-feira, 13, uma fonte da empresa.

O porta-voz da companhia, Danyal Gilani, disse que Saigol renunciou no fim da noite de segunda-feira por "motivos pessoais" não relacionados ao acidente de um ATR-42, na quarta-feira, no qual morreram 42 passageiros e 5 membros da tripulação.

Saigol, pertencente de uma família que possui um dos maiores grupos industriais do país, foi nomeado presidente da companhia aérea estatal em maio.

De acordo com a PIA, os pilotos do voo, que fazia o trajeto entre a cidade de Chitral e Islamabad, informaram que um dos dois motores da aeronave ATR-42 havia parado de funcionar. Pouco depois, eles começaram pedir ajuda, mas acabaram perdendo a comunicação com a torre de controle.

A renúncia aconteceu no mesmo dia em que a PIA decidiu deixar em terra os 10 ATRs que opera para que sejam revisados. No domingo, um ATR-72 da companhia não decolou por problemas técnicos. Uma equipe do fabricante ítalo-francês ATR chegou na segunda-feira à capital para investigar as causas do acidente ocorrido na semana passada.

Enquanto isso, o Instituto de Ciências Médicas do Paquistão continua o processo de identificação das vítimas do avião a partir de análises dentárias e de DNA, processo que as autoridades esperam concluir até sábado.

A tragédia voltou a colocar em questão a segurança aérea de um país que sofreu três acidentes com aviões nos últimos seis anos. / EFE

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