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Presidente da Coreia do Sul coloca cargo à disposição do Parlamento

Park Geun-hye pediu aos principais partidos políticos que estabeleçam um ‘calendário e procedimentos legais’ para realizar sua renúncia e ‘garantir uma transferência estável de poder’

O Estado de S.Paulo

29 de novembro de 2016 | 12h48

SEUL - A presidente da Coreia do Sul, Park Geun-hye, enfraquecida politicamente pelos crescentes pedidos de renúncia em razão das acusações de corrupção, colocou nesta terça-feira, 29, seu cargo à disposição da Assembleia Nacional (Parlamento).

"Vou delegar à Assembleia Nacional a oportunidade de encurtar o meu mandato", disse a presidente, em seu terceiro discurso público desde que teve início, há mais de um mês, o maior escândalo político dos últimos anos na Coreia do Sul.

Park pediu aos principais partidos políticos que estabeleçam um "calendário e procedimentos legais" para realizar sua renúncia e "garantir uma transferência estável de poder" com o objetivo de "reduzir a confusão nos assuntos de Estado".

A presidente se comprometeu também em "colaborar com a investigação" do caso e "depois renunciar", se necessário, pelos representantes da Câmara.

O novo discurso ocorre em um momento de grande pressão sobre Park depois de sábado, quando quase 2 milhões de sul-coreanos - segundo dados dos organizadores do ato -, fizeram uma manifestação em Seul e outras cidades do país, pedindo sua saída do poder, no quinto dia de protestos em massa pelo escândalo envolvendo sua amiga Choi Soon-sil.

O caso em torno de Park e Choi, que supostamente interveio em assuntos de Estado, mesmo sem ostentar cargo público, e extorquiu empresas para obter grandes quantias de dinheiro que teriam sido obtidas irregularmente, além de outras acusações.

Antes do discurso da presidente, que foi televisionado, os partidos da oposição anunciaram que submeterão à votação, provavelmente na sexta-feira na Assembleia Nacional, uma moção para a cassação da presidente, cuja taxa de popularidade é de apenas 4%, a menor de um líder na história do país. / EFE

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