AFP / Casa Azul
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Presidente da Coreia do Sul muda posição após novo míssil de Pyongyang

Antes defensor do diálogo com os vizinhos do norte, Moon Jae-in autorizou exercícios militares em conjunto com os EUA

O Estado de S.Paulo

30 Julho 2017 | 16h41

SEUL - O rápido desenvolvimento do programa de armas nucleares da Coreia do Norte está começando a representar um grave desafio para o presidente liberal sul-coreano. Moon Jae-in chegou a propor diálogo com o país vizinho, mas foi atendido por silêncio e por dois testes de mísseis balísticos intercontinentais em menos de um mês.

Ao longo da campanha eleitoral, Moon, cuja presidência começou em maio, expressou persistentemente o desejo de se aproximar da Coreia do Norte para diálogos. Mas, na sequência do último teste de míssil feito por Pyongyang, a aparência severa de Moon pareceu com a de sua antecessora conservadora, Park Geun-hye. Ele ordenou que suas tropas conduzissem um exercício conjunto com forças americanas e endossassem fortes pressões e sanções contra o regime de Kim Jong Un. O presidente sul-coreano pediu aos funcionários do governo que organizassem conversas com Washington sobre o aumento nas tensões.

Moon também ordenou que os militares da Coreia do Sul conversassem com os comandantes dos EUA que estão em solo sul-coreano para que reforçassem a presença dos escudos de defesa antimísseis a mais no país, em um sinal de que o presidente deseja fortalecer a nação contra ameaças do Norte. Para o professor Koh Yu-hwan, especialista em Coreia do Norte na Universidade Dongguk, de Seul, Moon não tem outra escolha, visto que já "implorou" a Pyongyang por diálogos e não foi atendido.

"Os ministérios relacionados à política externa e à segurança devem trabalhar com nossos aliados, incluindo os Estados Unidos, para garantir que a provocação recente seja atendida por uma severa resposta internacional, como as medidas do Conselho de Segurança da ONU", disse Yoon Young-chan, secretário de imprensa sênior de Moon. De acordo com ele, Moon também consultou funcionários do governo sobre a possibilidade de sanções unilaterais contra Pyongyang. /AP

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