Presidente da Coreia do Sul quer fim da guarda costeira

A presidente da Coreia do Sul Park Geun-hye anunciou planos para dissolver a guarda costeira e eliminar a corrupção e o conluio entre reguladores e empresas de embarcação, que muitos cidadãos furiosos acreditam ter ocasionado o naufrágio do ferry no mês passado. O acidente deixou mais de 300 pessoas mortas ou desaparecidas.

AE, Agência Estado

19 Maio 2014 | 00h28

No primeiro pronunciamento televisionado à nação desde 16 de abril, quando a embarcação afundou, a presidente chamou atenção para amplas práticas anormais que levaram ao acidente. Um dos focos do discurso foi a guarda costeira, que está no alvo das críticas públicas sob a alegação de uma fraca coordenação e um lento trabalho de procura e resgate durante as etapas iniciais do naufrágio.

Park avaliou a operação de resgate como um fracasso e disse que irá pressionar por uma legislação para transferir as responsabilidades da guarda costeira para a Agência de Políticas Nacionais e uma nova agência do governo, que planeja criar.

Essa nova agência também acumularia a responsabilidade pelo controle do tráfego marinho, que atualmente é feito pelo Ministério do Oceano, e seria a responsável pela proteção e segurança, que atualmente é feita pelo Ministério da Segurança e da Administração Pública. Para isso, ela precisa de aprovação parlamentar.

A presidente também anunciou a intenção de uma legislação separada para eliminar os laços corruptos entre burocratas e setores civis, algo que é visto por muitos como o motivo para o naufrágio. A tragédia expôs falhas regulatórias que, aparentemente, permitiram o ferry a navegar com muito mais peso do que poderia transportar de modo seguro. Fonte: Associated Press.

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