Presidente da Coréia do Sul teme antiamericanismo exagerado

O presidente da Coréia do Sul, Kim Dae-Jung, manifestou hoje preocupação com o crescimento do sentimento antiamericano em seu país. Ele ordenou a seu gabinete a revisão das regras do acordo que regula a presença de 37 mil soldados dos Estados Unidos em seu território. Muitos sul-coreanos estão revoltados com o fato de uma corte marcial dos EUA ter absolvido, em novembro, dois soldados envolvidos na morte de duas meninas sul-coreanas num acidente de trânsito, em junho. Desde então, ativistas passaram a realizar manifestações, algumas delas violentas.Alguns chegaram a invadir instalações militares dos Estados Unidos e lançar bombas de gasolina. "Críticas contra as políticas dos Estados Unidos são aceitas, mas o antiamericanismo indiscriminado não ajuda nosso interesse nacional", disse Kim durante reunião de gabinete. "Manifestações violentas não são justificáveis em nenhuma circunstância. Por isso, o governo lidará com isso de acordo com a lei", afirmou. Ele garantiu que seu ministro da Defesa, Lee Jun, discutirá a questão quando encontrar-se com o secretário de Defesa dos EUA, Donald H. Rumsfeld, esta semana em Washington.

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