REUTERS/Françoi Mori/Pool
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Macron pedirá ao Parlamento que prolongue estado de emergência até novembro

Presidente francês anunciou medida após reunião do Conselho de Defesa nesta quarta-feira em razão do elevado nível da ameaça terrorista no continente; ele também estuda uma lei para reforçar medidas de segurança de forma permanente

O Estado de S.Paulo

24 Maio 2017 | 06h17
Atualizado 24 Maio 2017 | 11h18

PARIS - O presidente da França, Emmanuel Macron, pedirá ao Parlamento que prolongue o estado de emergência, que expira no próximo dia 15 de julho, até o dia 1 de novembro, em razão do elevado nível da ameaça terrorista.

O estado de emergência está em vigor na França desde que o ex-presidente François Hollande o decretou após os atentados de Paris de 13 de novembro de 2015, que deixaram 130 mortos. Essa deve ser a sexta extensão do estado de emergência, que dá à polícia poderes excepcionais.

O governante também pediu ao governo que lhe apresente "medidas de reforço da segurança fora do estado de emergência", com o objetivo de desenvolver um texto legislativo contra a ameaça terrorista nas próximas semanas.

O anúncio do prolongamento da medida de exceção foi feito em um comunicado do Palácio do Eliseu após a reunião na manhã desta quarta-feira, 24, do Conselho de Defesa, presidido por Macron pela segunda vez desde que assumiu o cargo, no dia 14.

Por outro lado, Macron iniciará o centro de coordenação de serviços antiterroristas (ou "célula antiDaesh", como já é conhecida) e cuja organização será decidida em um Conselho de Defesa antes do dia 7 de junho.

O presidente francês examinou também com a cúpula de defesa e de segurança os meios de dar "toda a assistência possível" para a investigação feita pelas autoridades britânicas do atentado de segunda-feira à noite em Manchester.

O Conselho de Defesa analisou, segundo o comunicado, as implicações deste atentado sobre as medidas de proteção disposta para proteger os franceses e contribuir para a segurança dos europeus. / EFE e AFP

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