Efrem Lukatsky/Reuters
Efrem Lukatsky/Reuters

Presidente da Geórgia aceita derrota de partido em eleição

Atitude aumenta as chances de uma transferência pacífica do poder na ex-república soviética

Reuters

02 de outubro de 2012 | 09h53

TBILISI - O presidente da Geórgia, Mikheil Saakashvili, admitiu nesta terça-feira, 2, que seu partido foi derrotado nas eleições por uma coalizão liderada pelo bilionário Bidzina Ivanishvili, aumentando as chances de uma transferência pacífica do poder na ex-república soviética.

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Ivanishvili disse que estava confiante em se tornar primeiro-ministro, à medida que os resultados parciais colocavam a coalizão Sonho Georgiano, composta por seis partidos, a caminho de vencer a eleição parlamentar de segunda-feira.

Partidários de Ivanishvili tomaram as ruas de Tbilisi depois do fechamento das urnas, na segunda, agitando bandeiras e soando buzinas de carros em comemoração, embora o partido de Saakashvili, Movimento da União Nacional (UNM), tivesse reivindicado inicialmente a vitória.

"De acordo com os resultados preliminares, é claro que o Sonho Georgiano obteve uma maioria nesta eleição", disse Saakashvili, de 44 anos, em um discurso transmitido pela televisão, em que ele finalmente admitiu a derrota em nome do seu partido.

"Isso significa que a maioria parlamentar deve estabelecer um novo governo e, como presidente, de acordo com a Constituição, eu vou fazer de tudo para tornar o trabalho deles confortável, para que o Parlamento possa escolher um presidente do Parlamento, bem como criar um novo governo."

A eleição pode marcar a primeira transferência pacífica de poder entre partidos rivais desde que o país do Cáucaso conquistou a independência, após o fim da União Soviética em 1991.

Saakashvili permanecerá como presidente até que seu mandato termine no próximo ano, mas governar o país pode ser muito mais difícil, pois ele não terá mais um Parlamento aliado e o primeiro-ministro provavelmente será o seu rival Ivanishvili, de 56 anos.

Saakashvili, educado nos EUA, recebeu elogios por combater a corrupção e implementar reformas econômicas, mas levou a Geórgia a uma guerra desastrosa de cinco dia com a Rússia sobre duas regiões separatistas, em 2008. A oposição diz que ele monopolizou o poder e ignorou direitos e liberdades.

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