Presidente da Geórgia admite derrota nas urnas

O presidente da Geórgia, Mikhail Saakashvili, aceitou ontem a derrota de seu partido nas eleições parlamentares realizadas no país na segunda-feira e afirmou que a coalizão vencedora terá o direito de indicar seu líder, o bilionário Bidzina Ivanishvili, ao cargo de premiê. Aliada a Moscou, a oposição promete aliviar a tensão entre Tbilisi e o Kremlin, quatro anos depois de os georgianos terem perdido uma guerra para a Rússia.

TBILISI, O Estado de S.Paulo

03 de outubro de 2012 | 03h03

Internamente, a vitória dos opositores poderá resultar em instabilidade política, pelo menos durante o último ano de mandato do presidente - que tornou a Geórgia um fiel aliado dos EUA na região. As próximas eleições presidenciais georgianas estão previstas para ocorrer em outubro de 2013.

Ao conceder a vitória à coalizão O Sonho Georgiano antes de o resultado oficial das eleições ser anunciado, Saakashvili surpreendeu os opositores. Para a oposição, o presidente - que assumiu o poder em 2004, após seu antecessor, Eduard Shevardnadze, ser deposto pela pacífica Revolução Rosa - tentaria se agarrar ao poder de qualquer maneira. Saakashvili apresenta como legado ter sido o líder que trouxe a democracia de volta à ex-república soviética.

O primeiro-ministro russo, Dmitri Medvedev, que há muito critica abertamente Saakashvili, celebrou a ontem vitória da oposição, que foi saudada também pela União Europeia. Os EUA pediram "um espírito de unidade nacional" na Geórgia. / AP, REUTERS e EFE

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