Presidente da Guatemala é acusado de assassinato

Em um depoimento gravado em vídeo, o advogado Rodrigo Rosenberg acusa o presidente da Guatemala, Álvaro Colom, sua esposa Sandra Torres e seu secretário particular, Gustavo Alejos, de ordenar seu assassinato. Rosenberg foi morto domingo, alvo de balas disparadas de um veículo quando ele dava um passeio de bicicleta em uma zona residencial ao sul da capital. Cópias do vídeo foram distribuídas durante o funeral do advogado, realizado na segunda-feira. O presidente Álvaro Colom pediu que uma comissão da Organização das Nações Unidas (ONU) investigue as acusações.

AE-AP, Agencia Estado

12 de maio de 2009 | 15h58

"Meu nome é Rodrigo Rosenberg e, lamentavelmente, se você está vendo esta mensagem é porque fui assassinado pelo presidente Álvaro Colom com a ajuda de (seu secretário particular) Gustavo Alejos e o senhor Gregorio Valdéz'''', afirma o advogado na mensagem gravada. Rosenberg era advogado do empresário Khalil Musa e de sua filha, assassinados em março. No vídeo, ele afirma que Khalil Musa foi executado por se negar a participar de negócios sujos depois de ser nomeado presidente do Banco de Desenvolvimento Rural, uma entidade de capital misto da qual o Estado é acionista majoritário. Rosenberg afirmou também que na instituição financeira são realizadas operações ilícitas das quais participam o presidente e sua esposa.

Em uma mensagem divulgada pela televisão e a internet, Colom disse ter pedido oficialmente à Comissão Internacional contra a Impunidade na Guatemala (CICIG), que é um organismo das Nações Unidas, "apoio e contribuição para o esclarecimento deste acontecimento". O secretário-geral do partido governante, a Unidade Nacional da Esperança (UNE), manifestou o apoio do partido ao presidente. "Queremos deixar claro que há total apoio (ante) o ataque de que está sendo alvo o governo...estamos dispostos a fazer tudo o que estiver em nossas mãos para defender a institucionalidade", disse ele.

Colom decidiu suspender o estado de calamidade de havia decretado na semana passada para enfrentar a possível epidemia de gripe suína no país. O estado de exceção suspendeu as garantias constitucionais de liberdade, locomoção e reunião, entre outras. "Como mostra de minha total boa vontade e transparência para que o fato seja esclarecido, para que essas mentes perversas que interpretaram mal o estado de calamidade, tomei a decisão de suspendê-lo", disse o presidente em sua mensagem.

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