Presidente da Guiné declara estado de sítio contra guerra civil

O presidente da Guiné, Lansana Conte, declarou que a partir desta terça-feira o país vive em estado de sítio. A medida foi tomada para se evitar uma guerra civil, após os protestos que vêm se repetindo desde janeiro.Em mensagem por rádio e televisão, na noite de segunda-feira, 12, Conte disse que deu ordens aos chefes militares "para tomar todas as medidas necessárias a fim de restabelecer a ordem pública e proteger os habitantes da Guiné de uma possível guerra civil".Lansana Conte, de 73 anos, está no poder desde 1984. Ele chefiou o governo militar que se instalou no país após a morte de Sekou Touré, o primeiro presidente da Guiné desde sua independência da França, em 1958.ProtestosNo dia 10 de janeiro, os sindicatos e organizações sociaisconvocaram uma greve geral e manifestações de protesto para exigir um novo plano econômico que tire o país da crise econômica que atravessa há vários anos.Os protestos se estenderam até o fim de janeiro, quando uma série de acordos políticos previu a nomeação de um novo primeiro-ministro independente, cargo entregue ao ex-ministro da Presidência Eugene Camara.Achando que Camara estava muito próximo de Conte, a oposição retomou seus protestos. Dezenas de milhares de pessoas se manifestaram na segunda-feira em Conacri e nas principais cidades do país, pedindo a renúncia do presidente.Num balanço provisório, 15 pessoas morreram na segunda-feira, 12, nos choques entre os manifestantes e as forças de segurança. Outras 20, segundo versões extra-oficiais, morreram em incidentes parecidos no fim de semana.

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