Presidente da Guiné segue internado após ataque a tiros

O presidente de Guiné, Moussa "Dadis" Camara segue hospitalizado em Marrocos, não consegue falar e não deve retornar para o país em breve, disseram hoje duas autoridades do governo. Na quinta-feira, Camara foi baleado. O maior suspeito do ataque é o chefe de sua guarda presidencial, com quem mantinha fortes divergências políticas. Agora, o oficial Abubakar "Toumba" Diakite está foragido.

AE-AP, Agencia Estado

07 de dezembro de 2009 | 15h25

Um diplomata aposentado que tem ligações próximas com o governo disse hoje que uma bala fez com que o fragmento de um osso da cabeça de Camara perfurasse o cérebro e o presidente teve que passar por uma cirurgia de três a quatro horas de duração.

O ministro de Comunicações, Idrissa Cherif, disse que não sabia se "o chefe voltaria hoje, terça ou quarta", contradizendo relatos na mídia de Guiné de que o líder voltaria em breve. Cherif disse que o retorno de Camara "é uma decisão dos médicos".

Ele continuou insistindo que Camara "está bem" e retomou suas funções oficiais do quarto do hospital em um hospital militar do Marrocos, em Rabat.

Mas o ministro de Relações Exteriores de Guiné, Alexandre Cece Loua, disse à rádio francesa "RFI" hoje que Camara não consegue falar. "Eu vi o presidente Dadis Camara. Ele reconhece sua equipe", afirmou Loua de Rabat. "Ele ainda não consegue se comunicar.""

Os comentários injetam mais incerteza no país que já enfrenta um perigoso vácuo de poder. O general Sekouba Konate, vice-presidente da junta militar, voltou às pressas para a capital de Guiné, vindo do exterior, para tomar conta depois da tentativa de assassinato.

As desavenças entre Camara e Diakite começaram em setembro, depois de um massacre no qual integrantes da guarda presidencial assassinaram pelo menos 157 civis desarmados durante uma manifestação pró-democracia.

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