Presidente da Itália alerta sobre fracasso de coalizão

A Itália pode sofrer um desastre se a coalizão do governo fracassar, afirmou o presidente Giorgio Napolitano. "O prejuízo para nós, nas relações internacionais e nos mercados financeiros, será visível imediatamente e poderá se provar bem irreversível", afirmou em declarações preparadas para um clube de imprensa parlamentar, em Roma.

AE, Agência Estado

18 de julho de 2013 | 11h02

"Ninguém deve contemplar se aventurar em um salto no vazio, puxando a tomada, só porque não aceita que as nossas eleições de fevereiro se tornem obrigatórias."

Napolitano falou em um momento de tensão na política italiana, devido a um veredicto judicial iminente que o ex-primeiro-ministro Silvio Berlusconi enfrentará, confusão sobre como o governo não sabia nada sobre a deportação de uma mulher e sua filha ao Casaquistão, e as propostas da esquerda para reverter algumas reformas previdenciárias recentes.

"Não há necessidade de apontar como a confiança na Itália poderá crescer se um governo com amplo apoio parlamentar tomar medidas concretas em matéria de reformas, e como ela poderia entrar em colapso se a situação política for desestabilizada", disse Napolitano.

Após as eleições gerais de fevereiro não conseguirem produzir uma maioria viável para formar um governo, Napolitano concordou em permanecer como chefe de Estado, na condição de que um amplo gabinete de coalizão fosse formado.

Essa coalizão é liderada pelo primeiro-ministro, Enrico Letta, cujo Partido Democrático também está envolvido em uma luta de liderança como o prefeito de Florença, Matteo Renzi, - de longe o político mais popular na Itália de acordo com pesquisas de opinião -, que conseguiu se tornar o candidato aceito para a próxima eleição.

Napolitano instou os partidos políticos italianos a "agirem com mais, não menos coesão", alertando que polêmicas bombásticas poderão facilmente sair de controle. Fonte: Dow Jones Newswires.

Tudo o que sabemos sobre:
itáliagoverno

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.