Presidente da Libéria é acusado de crimes em Serra Leoa

Um tribunal das Nações Unidas indiciou o presidente da Libéria, Charles Taylor, por crimes de guerra, afirmando que o dirigente teve "a maior responsabilidade" na cruenta guerra civil que afligiu a nação vizinha de Serra Leoa. Os promotores emitiram uma ordem de prisão contra Taylor em Gana, para onde o governante viajou - é raro Taylor deixar a Libéria - para assistir a um diálogo com rebeldes liberianos.Taylor, um chefe paramilitar que se tornou presidente da Libéria, é acusado de ter apoiado a Frente Revolucionária Unida durante sua campanha de 10 anos contra o governo de Serra Leoa, em busca do controle das minas de diamante do país. Os rebeldes violentaram, mataram, mutilaram e seqüestraram dezenas de milhares de civis; entre outras torturas, cortavam as mãos, pés, lábios e orelhas de suas vítimas.Em Gana, as autoridades disseram não ter recebido a ordem de prisão. É pouco provável que os mediadores da África Ocidental permitam que Taylor seja detido, sobretudo depois de o terem convidado para as conversações de paz em Gana. O tribunal internacional o responsabiliza por "crimes de guerra, crimes contra a humanidade e graves violações às leis internacionais" durante a guerra civil em Serra Leoa. O tribunal de Serra Leoa foi criado por um acordo entre a ONU e o governo local para julgar qualquer crime grave cometido desde 30 de novembro de 1996, quando os rebeldes da Frente Revolucionária Unida assinaram um acordo de paz.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.