Presidente da Lituânia corre risco de impeachment

O Parlamento da Lituânia aprovou um relatório que abre caminho para um processo de impeachment contra o presidente Rolandas Paksas, que se recusa a renunciar. Ele é acusado de ter ligações com a máfia russa. O relatório, elaborado por uma comissão parlamentar, concluiu que as ligações de Paksas com o crime organizado representam "uma ameaça à segurança nacional".Uma declaração legal deverá ser apresentada ao Parlamento na próxima semana detalhando as acusações para o impeachment, disse o líder do partido conservador de oposição União pela Pátria, Andrius Kubilius.O documento necessita apenas de 36 assinaturas dos 141 membros do Parlamento para que seja iniciado o processo de destituição, mas Kubilius disse que o Parlamento pode tentar obter 85 assinaturas - o número de votos que será necessário para depor Paksas, quando a questão for a plenário. Paksas permanecia confiante. "O objetivo dos acusadores não é descobrir a verdade, mas acabar com minha moral e destruir-me politicamente", disse, em um comunicado. "Novamente, quero destacar que em nenhum de meus decretos, em nenhuma de minhas ações eu violei a Constituição, a lei ou meu juramento", disse Paksas, um piloto treinado na ex-União Soviética que anteriormente havia servido dois breves períodos como primeiro-ministro.

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