Presidente da Lituânia visita Yulia Tymoshenko

A presidente da Lituânia, Dália Grybauskaite, tornou-se nesta sexta-feira a primeira líder estrangeira a visitar a ex-primeira-ministra da Ucrânia, Yulia Tymoshenko, em um hospital em Kharkov, no leste da Ucrânia. Desde quarta-feira Tymoshenko está internada em um hospital civil, com dores nas costas e um problema de hérnia de disco. As autoridades ucranianas concordaram em hospitalizar Tymoshenko após ela denunciar que sofreu maus tratos na prisão e a pressão ter aumentado sobre o governo ucraniano. Ela cumpria pena de sete anos de prisão, condenada por abusado de autoridade no período em que foi premiê em 2009.

AE, Agência Estado

11 Maio 2012 | 16h25

"A decisão de transferir Yulia da prisão para um hospital onde ela pode receber tratamento médico adequado é um sinal positivo", disse Dália Grybauskaite. "A perspectiva europeia da Ucrânia dependerá de fatores como garantir para Yulia o direito a um tratamento médico adequado", disse a presidente lituana, acrescentando que "a confiança europeia na Ucrânia está diminuindo".

Mesmo na prisão, dobrada por dores nas costas e abandonada pelos aliados, Yulia não entrou em desespero: ela tinha sua filha, Eugenia Tymoshenko, de 32 anos, ao seu lado. Nos últimos dias, enquanto Yulia, de 51 anos, era finalmente transferida da prisão para o hospital em Kharkov, Eugenia tomou a frente das pressões para que a mãe recebesse um tratamento humano, entrou na cena política ucraniana e até na diplomacia internacional - com tal sucesso que alguns a veem como uma possível nova face da oposição.

Eloquente e herdeira do visual fotogênico da mãe, Eugênia conversou com parlamentares europeus e senadores norte-americanos, além da secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, e a chanceler alemã Angela Merkel, para que pressionassem o governo do presidente ucraniano Viktor Yanukovich pela libertação da sua mãe.

Mas Eugênia nega qualquer plano para entrar na política e participar das eleições parlamentares de outubro, que testarão as chances da oposição pró-ocidental em derrotar Yanukovich - arquiinimigo de Tymoshenko. "Qualquer especulação de que eu tenha ambições políticas não é verdadeira. Eu tenho meus próprios interesses e atividades", disse Eugenia. "Minha missão é apenas como filha", completou. Após estudar ciências políticas na London School of Economics, Eugenia Tymoshenko abriu um restaurante italiano em Kiev. Ela também chefia uma organização de caridade para crianças carentes.

As informações são da Associated Press e da Dow Jones.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.