Presidente da Nigéria indica novo gabinete e aguarda parecer do Senado

Na quarta-feira, Goodluck Jonathan dissolveu equipe ministerial do presidente Umaru Yar'adua

Reuters

23 de março de 2010 | 15h06

ABUJA - O atual presidente da Nigéria, Goodluck Jonathan, enviou sua lista de nomes para a formação de um novo gabinete para votação no Senado, o que poderia amenizar a tensão política vivida no país.

 

Jonathan dissolveu o gabinete do presidente anterior, Umaru Yar'adua, na última quarta-feira em uma tentativa de mostrar-se com mais autoridade. Ele assumiu o poder executivo há pouco mais de um mês e julgou que a mudança na equipe poderia agilizar o processo de reformas.

 

"A lista de indicações para os ministérios foi enviada ao Senado para aprovação", disse uma fonte próxima do presidente, acrescentando que a lista era completa e continha nomes do gabinete anterior. Uma fonte do Senado confirmou que a casa recebeu o documento. A decisão sobre os nomes indicados por Jonathan deve sair na quarta.

 

Jonathan assumiu os poderes executivos no início de fevereiro para tentar dar um fim à instabilidade causada pela ausência do presidente Yar'adua, que estava internado na Arábia Saudita com problemas no coração. O presidente já retornou, mas continua muito doente para governar e a decisão de Jonathan de dissolver o parlamento reforça a tese de que Yar'adua não deve voltar ao poder.

 

As ações e declarações de Jonathan, porém, mostram que ele deverá dar continuidade às políticas já iniciadas por Yar'adua, como a luta contra a corrupção, as reformas eleitorais e o projeto de anistia par aos rebeldes do Delta nigeriano.

 

Realocação

 

Segundo fontes próximas do presidente, alguns ex-ministros devem retomar seus cargos e outros apenas serão realocados para outras pastas. O ex-ministro do Estado para o Petróleo Odein Ajumogoiba deve se tornar novamente o titular da pasta enquanto o ministro da Defesa Godwin Abbe, que está por trás do projeto de anistia para o Delta nigeriano, deve retomar o cargo, segundo a fonte.

 

O porta-voz de Jonathan, Ima Niboro, disse que "a dissolução do gabinete é uma tentativa de injetar sangue e trazer mais vigor ao governo". Escolher um novo gabinete mantendo um grande número de ministros sugere que a Nigéria não terá muitas mudanças em sua política sob o comando de Jonathan nos 14 meses de governo que restam até as próximas eleições.

Tudo o que sabemos sobre:
Yar'aduaJonathanNigériaÁfrica

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.