Presidente da Sérvia confirma prisão de Ratko Mladic

O presidente sérvio, Boris Tadic, anunciou hoje que o homem mais procurado por crimes de guerra na Europa, o general Ratko Mladic, foi preso. Mladic estava fugindo desde 1995, quando foi indiciado pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) para a ex-Iugoslávia, sediado em Haia, na Holanda. Ele é acusado por genocídio, no episódio da morte de oito mil muçulmanos bósnios em Srebrenica e também por outros crimes de guerra cometidos durante a Guerra da Bósnia, entre 1992 e 1995.

AE, Agência Estado

26 de maio de 2011 | 10h03

A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) comemorou o anúncio, dizendo que Mladic estava implicado em alguns dos piores massacres da história moderna da Europa. "Após quase 16 anos de seu indiciamento por genocídio e outros crimes de guerra, sua prisão finalmente oferece uma chance de a justiça ser feita", afirmou o secretário-geral da Otan, Anders Fogh Rasmussen.

Cerca de cem mil pessoas morreram na Guerra da Bósnia, de três comunidades étnicas: sérvios, bósnio e croatas. O ministro das Relações Exteriores da Itália, Franco Frattini, afirmou que a prisão é um "ponto de inflexão" para a Sérvia, deixando o país mais perto de tornar-se um membro da União Europeia (UE).

Ainda antes do anúncio da prisão, havia sido divulgada a informação de que o procurador-geral do TPI para a ex-Iugoslávia havia reclamado do fato de a Sérvia não fazer o suficiente para prender Mladic. O procurador, Serge Brammertz, afirmou que a prisão do fugitivo era a principal obrigação do país. A afirmação de Brammertz estava em um relatório enviado ao Conselho de Segurança (CS) da Organização das Nações Unidas (ONU). As informações são da Dow Jones e da Associated Press.

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