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Presidente da Síria promete 'limpar' o país de extremistas

Assad disse que clérigo foi morto em ataque por enfrentar 'as forças da escuridão e do extremismo'

Agência Estado

22 de março de 2013 | 15h25

DAMASCO - O presidente Bashar Assad prometeu nesta sexta-feira, 22, "limpar" a Síria de extremistas muçulmanos, acusando-os de serem os responsáveis pelo ataque a uma mesquita que matou dezenas de pessoas, dentre elas um importante clérigo alinhado ao regime.

O número de mortos do ataque realizado na noite de quinta-feira - o primeiro ataque suicida no interior de uma mesquita em dois anos de violência na Síria - subiu para 49, depois que sete feridos morreram durante a noite, informou o Ministério da Saúde.

O xeque Mohammad Said Ramadan al-Buti, importante clérigo sunita, foi morto quando fazia um sermão numa mesquita no centro da capital, Damasco. A explosão também feriu cerca de 80 pessoas.

Em comunicado divulgado pela agência estatal de notícias Sana, Assad disse que al-Buti representava o verdadeiro Islã enfrentando "as forças da escuridão e do extremismo". "Seu sangue e o de seu neto, assim como os de todos os mártires do país não serão em vão porque continuaremos a seguir seu pensamento para acabar com a escuridão e limpar nosso país dos extremistas."

O principal grupo opositor do país, a Coalizão Nacional Síria, condenou o ataque e expressou solidariedade ao povo sírio, afirmando que a explosão foi um trabalho do regime de Assad.

O regime de Assad "não hesita em lançar bombas contra mesquitas, universidades, padarias e áreas residenciais com mísseis Scud", disse o grupo em comunicado, escrito em inglês. "Nada desencoraja este regime em sua missão de tacar e matar o povo sírio, sem qualquer culpa."

As informações são da Associated Press

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