Presidente da Somália diz que terrorismo cresce no país

O presidente da Somália, Sheik Sharif Sheik Ahmed, disse hoje que seu governo está sendo desafiado pelo terrorismo e pediu apoio para instaurar a paz no país. Ele falou brevemente durante o café da manhã do Books for Africa, um organização sem fins lucrativos, que envia milhões de doações de livros às nações africanas. Ainda que Ahmed não tenha dito a palavra "terrorismo", ele deixou implícito que esse é um dos maiores desafios do país.

AE-AP, Agencia Estado

03 de outubro de 2009 | 20h56

"O problema hoje não é o de clãs brigando uns com os outros. E sim essa ideia estrangeira de tentar tomar controle da Somália. Uma ideia estrangeira que está causando problemas em diferentes partes do mundo. Então pedimos para que a Somália seja deixada sozinha para defender-se", afirmou. Ahmed disse que a Somália terá paz uma vez que tenha um governo forte, que "assume a responsabilidade por seu povo, seus vizinhos e pela segurança internacional".

Somália, uma nação pobre de 7 milhões de habitantes, não tem um governo que funciona desde 1991, quando guerras entre clãs levou à queda do governo ditador e desde então o país está mergulhado no caos.

Ahmed, um islâmico moderado, foi eleito pelo parlamento somali em janeiro, mas seu governo tem pouco controle. Al-Shabab, que os Estado Unidos dizem ter ligação com a Al-Qaeda, tomou boa parte do país.

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