Presidente da Somália sai ileso de ataques insurgentes

Milicianos atacaram comitiva com morteiro; duas pessoas morreram durante o enfrentamento

Efe,

01 de junho de 2008 | 14h30

O presidente da Somália, Abdullahi Yousef Ahmed, sobreviveu hoje a dois ataques cometidos por milicianos contrários a seu Governo quando se dirigia ao aeroporto de Mogadiscio, capital somali, confirmaram fontes da Presidência. Os agressores atacaram a comitiva primeiro em um posto de controle na estrada que liga a cidade de Dakba a Mogadiscio. Forças etíopes que acompanhavam o presidente responderam aoataque com lança-granadas e metralhadoras, e duas pessoas morreram durante o enfrentamento. "Tentaram bloquear a estrada para frustrar os planos do presidente de viajar para Djibuti", disse o porta-voz da Presidência, Hussein Mohammed Hubsired, em entrevista coletiva. Segundo Hubsired, "atacaram cruelmente para acabar com a vida do presidente", mas não deixaram feridos, nem entre os membros da segurança. Uma segunda agressão aconteceu enquanto o presidente chegava ao aeroporto de Mogadíscio, onde começaram a cair granadas de morteiro ao redor e dentro do local. "O presidente Yousef Ahmed estava em seu avião quando começaram a cair morteiros", disse à Agência Efe um oficial da imigração que não quis revelar sua identidade. "Um passageiro e um soldado da União Africana (UA) ficaram levemente feridos", acrescentou. No entanto, um porta-voz da UA negou que algum soldado do grupo tenha ficado ferido por causa dos ataques dos insurgentes. O presidente ia para Djibuti a fim de se reunir na segunda-feira com membros do Conselho de Segurança das Nações Unidas. A ONU começou hoje a ouvir as diversas partes envolvidas no conflito vivido na Somália desde 1991, quando o então presidente somali, Siad Barre, foi deposto. No entanto, a oposição ao Governo somali diz que não estará presente nas negociações. Segundo a oposição, a ONU os informou que aconteceria um seminário sobre questões humanitárias e a resolução do conflito, não uma reunião com os membros do Governo provisório. "Não estão presentes devido a erros técnicos da ONU, mas resolveremos isso em breve", disse o representante da Secretaria-Geral da ONU, Ahmedou Ould-Abdallah. As forças islâmicas da Somália e o Governo provisório, formado pelos principais líderes dos partidos políticos do país, estão em conflito desde o levante das Cortes Islâmicas em 2006, que foi reprimido poucos meses depois com a ajuda de tropas etíopes.

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