Presidente da Ucrânia adia eleições parlamentares

Viktor Yushchenko anuncia que pleito ocorrerá em 14 de dezembro; premiê propõe coalizão para crise

Efe,

20 de outubro de 2008 | 16h39

O presidente da Ucrânia, Viktor Yushchenko, adiou neste segunda-feira, 20, até o próximo dia 14 de dezembro as eleições parlamentares antecipadas, a fim de enfrentar a crise financeira. Após presidir a reunião do Conselho de Segurança Nacional e Defesa, Yushchenko anunciou à imprensa que as eleições para a Rada Suprema (Parlamento) serão realizadas em 14 de dezembro, e não no dia 7, como ele mesmo havia decretado há duas semanas.   Ele informou que suspenderá, por vários dias, a vigência do decreto de dissolução da Rada, para introduzir emendas ao orçamento. As mudanças afetarão tanto o financiamento das eleições quanto a aprovação de um pacote de medidas contra a crise. A primeira-ministra ucraniana, Yulia Timoshenko, propôs no domingo a formação de uma coalizão de união nacional para superar a crise.   Inicialmente, Timoshenko se mostrou contrária à convocação de eleições antecipadas, já que isso representaria adiar a adoção de medidas para apoiar o setor financeiro. A proposta da primeira-ministra recebeu o respaldo do próprio partido, um grupo de legisladores do bloco integrado por Nossa Ucrânia (o partido de Yushchenko) e Autodefesa Popular e também pelos comunistas.   Enquanto isso, o chefe do Secretariado da Presidência da Ucrânia, Victor Baloga, afirmou que a iniciativa de criar uma coalizão contra a crise era uma manobra com a qual Timoshenko pretendia assegurar a chefia do governo.   O opositor Partido das Regiões, do ex-primeiro-ministro Viktor Yanukovich, disse nesta segunda que a proposta de criar uma nova coalizão e recompor o gabinete é um "tentativa de evitar a responsabilidade pela quebra da economia do país". O Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê um crescimento de 2,5% da economia ucraniana para 2009, em comparação com os 6,4% estimados para este ano.  

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