Presidente da Zâmbia morre em hospital de Paris

Levy Mwanawasa, líder africano de 59 anos, estava internado na França desde junho, após sobrer um derrame

Agências internacionais,

19 de agosto de 2008 | 10h17

Levy Mwanawasa, presidente da Zâmbia, morreu em Paris, segundo informou a Presidência da França nesta terça-feira, 19. O comunicado divulgado pela assessoria de imprensa do presidente Nicolas Sarkozy não diz como e nem quando morreu o líder zambiano. Mwanawasa estava hospitalizado na França desde junho, quando sofreu um derrame. Na manhã desta terça, a mídia estatal zambiana informou que a condição de saúde do presidente havia se deteriorado.Mwanawasa tinha 59 anos e ganhou destaque pelo combate à corrupção e pela modernização econômica de um dos maiores produtores de cobre do mundo, mas não conseguiu tirar da pobreza a população de seu país. No comunicado, a Presidência francesa informa que Sarkozy considera a morte de Mwanawasa "uma grande perda para o continente africano" e para a democracia.   Mwanawasa, que completaria 60 anos no próximo mês, foi internado após ser levado para a França do Egito, onde sofreu uma trombose cerebral, na véspera de uma reunião de cúpula da União Africana.   Segundo a BBC, Mwanawasa, que era advogado por formação, serviu dois mandatos como presidente. Ele deverá ser lembrando, entre outras coisas, como um dos poucos líderes africanos a se manifestar contra a atual crise no Zimbábue, fazendo um apelo por união, paz e estabilidade no país.   Mwanawasa morreu justamente em uma época em que ele estava destinado a desempenhar um papel importante na África como presidente da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral. Ele era visto por instituições internacionais como uma influência positiva na região devido à sua hostilidade à corrupção e ao desejo de implementar reformas econômicas apesar da oposição de alguns grupos.   Internamente, Mwanawasa havia rompido relações com seu predecessor, Frederick Chiluba, que o havia escolhido para liderar o Movimento pela Democracia Partidária. Mwanawasa pressionou para que a imunidade de Chiluba fosse retirada e o ex-presidente foi acusado de roubar dinheiro durante seu mandato. Por isso, os críticos de Mwanawasa o acusavam de perseguir seus rivais políticos sob o disfarce de uma luta contra a corrupção.

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