Presidente das Filipinas denunciada no Comitê de Direitos Humanos da ONU

A presidente das Filipinas, Gloria Macapagal Arroyo, foi denunciada no Comitê de Direitos Humanos da ONU por suposta detenção ilegal e outras violações, informou nesta sexta-feira a instituição filipina Karapatan (Direito). A responsável pelo escritório da Karapatan, Ruth Cervantes, confirmou a entidade em Nova York entrou com a queixa na tarde de quinta-feira. O documento entregue ao Comitê de Direitos Humanos acusa Macapagal Arroyo e seu governo de efetuar "detenções arbitrárias", como a de Crispín Beltrán, do Partido Anakpawis (Filhos do Suor), que foi preso sem ordem judicial. "As acusações infundadas, além da minha detenção ilegal, são uma violação da Constituição. É uma vergonha que instituições, advogados e juízes sejam os primeiros a quebrar o direito fundamental que garante que nenhuma pessoa será detida apenas por suas crenças políticas", disse Beltrán. Na denúncia à Comissão de Direitos Humanos, que também inclui o assassinato de cinco ativistas nas Filipinas, a entidade afirma que "estes casos representam a prática dominante por parte de supostos agentes de segurança do Estado para acabar com ativistas, trabalhadores dos direitos humanos, agricultores, sindicalistas, jornalistas e sacerdotes". A governante filipina decretou em 24 de fevereiro estado de emergência nacional, depois de as Forças Armadas terem descoberto um suposto complô para derrubar Arroyo. O estado de emergência nacional foi suspenso em 3 de março. A presidente filipina é acusada por seus detratores de forjar sua vitória nas eleições presidenciais de 2004.

Agencia Estado,

17 Março 2006 | 05h49

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