Presidente das Filipinas diz que n.º de mortos por tufão não passa de 2.500

Benigno Aquino considera a cifra divulgada anteriormente, de até 10 mil pessoas mortas, alta

O Estado de S. Paulo,

12 de novembro de 2013 | 17h25

WASHINGTON - O número de mortes provocadas pela passagem de um tufão Haiyan nas Filipinas é provavelmente de 2 mil ou 2.500, mas não o total relatado anteriormente de 10 mil, afirmou o presidente do país, Benigno Aquino, em entrevista à CNN nesta terça-feira, 12.

"O número que eu tenho neste momento é de cerca de 2 mil, mas pode ser ainda maior", disse Aquino à repórter Christiane Amanpour em entrevista publicada no site da CNN. "Dez mil, eu acho, é muito. Houve um drama emocional envolvido nesta estimativa em particular."

Ajuda. Um porta-aviões dos EUA partiu nesta terça-feira em direção às Filipinas para acelerar os trabalhos de auxílio às vítimas do tufão.

O porta-aviões USS George Washington, que é movido a energia nuclear e leva mais de 5 mil tripulantes e 80 aeronaves, já tem a companhia de quatro navios americanos, e outros dois devem chegar nos próximos três dias, informou o Pentágono.

"O tempo está bastante ruim lá, então estamos limitados pelos mares e pelo vento", disse o capitão Thomas Disy, comandante do USS Antietam, um cruzador que é parte do grupo do porta-aviões, a jornalistas em Hong Kong. "Mas iremos o mais rápido possível."

A Grã-Bretanha também está enviando um navio militar com equipamento para tornar potável a água do mar, além de um avião de transporte militar. A embarcação HMS Daring já deixou Cingapura e deve chegar às Filipinas em dois ou três dias.

Mantimentos chegam sem parar a Tacloban, cidade mais afetada pelo tufão, passando por estradas ladeadas por cadáveres e destroços. Equipes humanitárias enfrentam dificuldades para alcançar cidades e povoados ainda isolados./ REUTERS

 
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