EFE/Estudios Revolución/Cubadebate
EFE/Estudios Revolución/Cubadebate

Presidente de Cuba faz primeira viagem aos EUA para denunciar embargo na ONU

Miguel Díaz-Canel, que assumiu comando do país em abril, apresentará pelo 27º ano seguido uma resolução pedindo o fim do embargo comercial dos EUA contra a ilha; ele considera, porém, que será difícil avançar a relação com o governo Trump

O Estado de S.Paulo

24 Setembro 2018 | 10h53

HAVANA - O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, chegou a Nova York no domingo em sua primeira visita aos Estados Unidos, onde denunciará o embargo econômico americano de décadas contra seu país na Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), noticiou a mídia estatal.

As tensões entre os inimigos da Guerra Fria se intensificaram depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, endureceu o embargo no ano passado, na esteira da retomada das relações diplomáticas levada a cabo por seu antecessor, Barack Obama. Washington também alegou a ocorrência de uma série de ataques contra a saúde de seus diplomatas em Havana.

O governo cubano disse que nenhum ataque aconteceu e que a gestão Trump está usando qualquer um que tenha ocorrido - se algum de fato ocorreu - como pretexto para escalar sua postura hostil contra a ilha comunista.

Díaz-Canel, que assumiu a presidência no lugar de seu mentor, Raúl Castro, em abril, discursará na Cúpula de Paz Nelson Mandela da Assembleia-Geral nesta segunda-feira e na própria Assembleia-Geral na quarta, segundo o veículo estatal Cubadebate.

Nesta sessão Cuba apresentará pelo 27º ano seguido uma resolução pedindo o fim do embargo comercial dos EUA contra a ilha.

“Trazemos a voz de Cuba que, acima de tudo, vem denunciar a política anormal do bloqueio, uma política que já fracassou, continuará a fracassar e que é o bloqueio mais longo da história da humanidade”, disse Díaz-Canel ao chegar aos EUA, de acordo com o Ministério de Relações Exteriores cubano. 

O presidente cubano também considerou que o governo de Trump é "uma administração com a qual é difícil avançar numa relação entre iguais". "Buscamos uma relação civilizada, apesar das diferenças ideológicas. E também viemos trazer a mensagem de Cuba, de paz." / REUTERS e AFP

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