Presidente de empresa responsável por balsa naufragada na Coreia é preso

Executivo foi preso em sua casa, acusado de homicídio, e submetido a um interrogatório

O Estado de S. Paulo,

08 Maio 2014 | 09h16

SEUL - Autoridades da Coreia do Sul detiveram nesta quinta-feira,8, o presidente da empresa proprietária da embarcação Sewol, que naufragou em abril no litoral sudoeste do país e deixou um saldo de mais de 300 mortos e desaparecidos. Ele foi acusado de homicídio.

Uma equipe conjunta de promotores e policiais prendeu o presidente da empresa Chonghaejin Marine, Kim Han-sik, em sua casa de Bundang, ao sul da capital Seul. Em seguida, o executivo foi submetido a um interrogatório, segundo informações da promotoria.

Os promotores apresentaram as acusações de homicídio e violação da lei de segurança dos navios contra Kim ao suspeitar que o mesmo autorizou a sobrecarga de veículos e mercadorias na balsa no dia do naufrágio.

Três funcionários da companhia já haviam sido presos nos últimos dias após a revelação de que a balsa transportava uma carga até três vezes maior que a permitida.

Além disso, a equipe de investigação deduziu que o casco da embarcação armazenava apenas uma quarta parte da "água de lastro", a água do mar captada para aumentar ou diminuir o calado do navio durante a navegação e garantir sua segurança operacional.

Acredita-se que esses fatores contribuíram de forma decisiva para o acidente, já que - segundo a principal hipótese - a balsa virou depois de uma manobra brusca que deslocou a carga para um dos lados do navio e o desestabilizou.

Os investigadores também confirmaram na terça-feira que a Chonghaejin Marine sobrecarregava o navio regularmente para obter mais lucros, o que despertou críticas às autoridades marítimas por não estabelecerem um controle sobre essa atividade perigosa e ilegal.

As operações de resgate dos 35 corpos, que possivelmente ainda estão presos no interior da embarcação, foram retomadas nesta manhã com algumas interrupções por causa do mau tempo, que deve melhorar nas próximas horas. / EFE

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