Presidente de Honduras admite que empresas ligadas a escândalo ajudaram em sua campanha

Juan Hernández disse que ele e seu Partido Nacional não sabiam de onde o dinheiro vinha

O Estado de S. Paulo

03 de junho de 2015 | 20h29

TEGUCIGALPA - Em meio a uma série de protestos pedindo sua renúncia, o presidente de Honduras, Juan Hernández, disse nesta quarta-feira que sua campanha presidencial de 2013 aceitou dinheiro de companhias ligadas a um dos maiores escândalos de corrupção da história do país.

Hernández afirmou que ele e seu Partido Nacional não sabiam de onde o dinheiro vinha e esperava que uma investigação descobrisse e punisse os responsáveis por violar as leis.

Protestos tomaram as ruas nos últimos meses na medida em que investigações sobre o escândalo de US$ 200 milhões envolvendo o Instituto de Segurança Social de Honduras (IHSS) apontavam um financiamento de campanha suspeito.

Nesta quarta-feira, buscando sair na frente de qualquer revelação que pudesse prejudicar sua imagem, Hernández disse que contadores do Partido Nacional descobriram que o dinheiro de companhias ligadas ao escândalo da IHSS entraram nos cofres da campanha.

O presidente hondurenho declarou que a quantia de US$ 140 mil dólares encontrada no financiamento da campanha era proveniente de companhias envolvidas no escândalo, mas não deu mais detalhes.

Hernández disse a repórteres: "Eu mesmo, Juan Orlando, não tenho nada a ver" com o escândalo. Ele acrescentou que seu governo está ansioso para que o episódio seja esclarecido e os culpados, punidos./ REUTERS

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