Presidente de Israel deve ter futuro decidido neste domingo

O procurador geral do Estado de Israel, Menajem Mazuz, recomendou neste domingo que o presidente israelense, Moshe Katsav, renuncie ao cargo para facilitar um eventual procedimento legal em relação aos delitos dos quais é acusado, entre eles estupro a duas mulheres.Em uma recomendação apresentada neste domingo perante a Corte Suprema israelense, Mazuz explica que o Parlamento deve aprovar a renúncia de Katsav até que as investigações terminem, e como medida prévia a um eventual processo legal pelos delitos dos que poderia ser acusado o presidente.Segundo Mazuz, se Katsav continuasse desempenhando suas funções como chefe do Estado, poderia obstaculizar as investigações."Quando há uma investigação policial contra o presidente doEstado relacionada com severas ofensas criminais, cujapersonalidade, essência e circunstâncias são desonrosas, opresidente deve estudar abandonar de forma temporária ou renunciar", diz a ata apresentada por Mazuz.A renúncia do presidente, que goza de imunidade, é um passoprévio para um eventual processo legal.Mazuz diz em seu comunicado que em caso de demissão, o presidente deve "dirigir-se ao Parlamento para declarar uma incapacidade temporária" no desempenho de seu cargo.Katsav foi submetido a uma investigação nos últimos três meses, depois que surgiram acusações por parte de várias mulheres que trabalharam em seu escritório.Há duas semanas, a Polícia israelense revelou que contava com evidências pelas quais o chefe do Estado poderia ser processado, e recomendou ao procurador geral que analisasse a questão. Com 61 anos e presidente desde 2000, Katsav é suspeito de dois delitos de estupro de funcionárias, três de agressão sexual, assédio, prevaricação, obstrução à justiça, escutas telefônicas a seus funcionários, malversação de fundos públicos e violação da confiança.Apesar de todas as acusações, Katsav insistiu em continuar desempenhando seu trabalho à frente da Presidência.

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