Presidente de Israel é interrogado pela terceira vez por assédio sexual

O presidente israelense, Moshé Katsav, passa nesta quarta-feira pelo terceiro interrogatório para responder sobre um escândalo sexual que está causando estragos à sua gestão. Novas testemunhas ouvidas pela polícia aparentemente dão consistência às denúncias. Fontes policiais que participam da investigação disseram ao jornal "Yedioth Ahronoth" que o novo interrogatório, no gabinete do presidente, se deve a novas informações sobre o comportamento sexual de Katsav. A polícia interrogou na terça-feira novamente, durante dez horas, uma ex-funcionária que disse ter sido forçada a manter relações sexuais com Katsav. Antes do terceiro interrogatório, agentes levaram de seu escritório computadores ematerial para verificar se os envolvidos no caso mantiveram correspondência antes ou depois das supostas relações. O escândalo sexual abala a presidência israelense desde 9 de julho, quando a ex-funcionária acusou Katsav de assédio. Desde então, o caso passou da suspeita de assédio sexual a de agressão. O chefe do Estado é a única autoridade em Israel que goza de absoluta imunidade enquanto ocupar o cargo. Ele não pode ser obrigado a testemunhar num processo legal, mas o Parlamento pode forçar sua cassação.

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