Presidente de Israel suspeito de estupro

A polícia entrou na residência presidencial de Israel na segunda-feira a noite e apreendeu computadores e documentos do presidente Moshe Katsav. A informação é do jornal israelense Haaretz. A ação faz parte de uma investigação que teve início com acusações de uma ex-empregada, de que o presidente a teria coagido a ter relações sexuais. Katsav pode encarar possíveis acusações de estupro como resultado do testemunho da ex-empregada. Entre os computadores levados, um é do escritório do presidente. Investigadores procuram por correspondências ou outras informações que poderiam esclarecer a natureza da relação do presidente com a ex-empregada, e com outros funcionários da Residência. A polícia começou a decifrar a informação encontrada nos computadores, afirmando esperar que a ação os conduza a informação que poderia ajudar no caso.O objetivo dos investigadores é acumular mais informações a fim de não depender apenas das diferentes versões dos dois lados.A polícia afirmou que Katsav seria interrogado nos próximos dias. Os investigadores ainda não definiram quais acusações específicas serão apresentadas contra o presidente, com base nas acusações da mulher.Por lei, relações íntimas com uma mulher sem seu total consentimento, é considerado estupro. Se os investigadores descobrirem que havia consenso nas relações, a polícia pode acusar o presidente por "relação consensual proibida", estatuto que proíbe explorar a posição de autoridade no local de trabalho com o propósito de obter relações sexuais. Há dois meses atrás Katsav deu ao procurador-geral, Menachem Mazuz, uma carta onde ele afirmava que a ex-empregada havia tentado extorqui-lo, com ameaças de que se ele negasse seus pedidos, ela o acusaria de abuso sexual. A mulher consentiu passar por um detector de mentiras há uma semana atrás. O teste incluía perguntas sobre o contato sexual ente a empregada e o presidente, e indicava que a mulher respondeu diversas questões honestamente.De qualquer forma, em outros casos as respostas não foram inequívocas e a polícia busca testemunhos que afirmem ou neguem as alegações da ex-empregada.

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