REUTERS/Stringer
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Presidente de Mianmar aceita se reunir com líder opositora pró-democracia

Apuração no país se aproxima de 40% e aponta para a vitória da Liga Nacional para a Democracia, partido de Aung San Suu Kyi

O Estado de S. Paulo

11 de novembro de 2015 | 09h14

BANGCOC - O presidente de Mianmar, Thein Sein, aceitou reunir-se com a líder opositora Aung San Suu Kyi, para falar sobre a vitória do partido da vencedora do Nobel da Paz nas eleições gerais realizadas no domingo, informou nesta quarta-feira, 11, a imprensa local.

"A reunião será realizada depois que a Comissão Eleitoral completar sua incumbência", escreveu o ministro da Informação e porta-voz do escritório da presidência, Ye Htut, em sua página no Facebook.

Htut deu declarações desde o dia anterior a vários meios de comunicação, locais e internacionais, felicitando Aung San e seu partido, Liga Nacional para a Democracia (LND), por seu triunfo nas eleições.

A apuração dos votos emitidos nas eleições gerais se aproxima de 40% e aponta para uma vitória arrasadora da LND, que até agora já conseguiu 134 cadeiras de um total de 440 na câmara baixa do Parlamento Nacional, 29 dos 224 assentos disputados no Senado, e outros 234 nas câmaras legislativas estaduais e regionais.

Em segundo lugar aparece o governista Partido para Solidariedade e Desenvolvimento da União (USDP) com 8 deputados na câmara baixa, 2 na alta e 26 nas regionais e estaduais.

Aung San havia enviado vários convites para se reunir com os presidentes do país, Thein Sein, e da câmara baixa, Shwe Mann, assim como com o chefe das forças armadas, Min Aung Hlaing, para abordar a "reconciliação".

Mianmar foi governada por regimes militares de 1962 até 2011, quando a última junta passou o poder a um governo civil aliado que começou a aplicar reformas políticas, econômicas e sociais.

Aung San passou mais de 15 anos sob prisão domiciliar durante a ditadura militar por reivindicar, de maneira pacifica, democracia para seu país. /EFE

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