Presidente de Portugal pede apoio ao novo governo

O novo governo português que será eleito em 5 de junho precisará ter o "apoio da maioria" no Parlamento, disse hoje o presidente de Portugal, Aníbal Cavaco Silva (Partido Social Democrata, de centro-direita). "Ao considerar os desafios que o esperam, o governo eleito em 5 de junho precisará ter o apoio da maioria no Parlamento", disse o chefe de Estado português em um evento comemorativo do 37.º aniversário da Revolução dos Cravos, que levou a democracia ao país em 1974.

AE, Agência Estado

25 de abril de 2011 | 15h02

Ao pedir um "comportamento responsável" para superar as "tensões permanentes" entre os partidos políticos, Cavaco Silva disse ser "imperativo criar os espaços de harmonia e garantir soluções de governo estáveis e críveis", afirmou à agência France Press.

O primeiro-ministro de Portugal, José Sócrates (Partido Socialista, de esquerda), renunciou em março, após fracassar em obter o apoio do Parlamento para a aprovação de um pacote de medidas de austeridade fiscal. Isso forçou o governo português a pedir um pacote de socorro à União Europeia (UE) e ao Fundo Monetário Internacional (FMI) para pagar 5 bilhões de euros (US$ 7,2 bilhões) em dívidas que vencerão em breve.

"Mesmo antes das eleições, o governo e os partidos políticos precisam tentar e começar um processo de diálogo", disse Cavaco Silva, enquanto uma equipe de economistas da UE e do FMI está em Lisboa e continua a consultar líderes empresariais e políticos portugueses.

Sócrates concordou que o diálogo político e a cooperação são essenciais. "Nós poderíamos ter evitado muitas coisas se tivéssemos esse espírito", ele disse, culpando a oposição por ter agravado a situação financeira do país e provocado a crise política.

O líder do principal partido opositor, justamente o Social Democrata, Pedro Passos Coelho, disse que os portugueses estão com toda a atenção voltada aos partidos e aos líderes. "Por isso, é importante que todos os partidos mantenham ao máximo sua responsabilidade".

Outros líderes políticos também usaram o 25 de Abril, data histórica portuguesa, para pedir o consenso nacional e o diálogo. O ex-presidente Mario Soares, socialista, ressaltou "a necessidade crucial dos portugueses se unirem ao redor das grandes reformas pedidas", embora tenha lamentado a "falta de solidariedade da Europa" em resposta à crise da dívida na zona do euro. As informações são da Dow Jones.

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