Presidente de Taiwan elogia China em aniversário de massacre

Líder afirma que Pequim avançou com abertura e ressalta liberdade da imprensa na cobertura do terremoto

Efe,

04 de junho de 2008 | 10h16

O presidente taiwanês, Ma Ying-jeou, elogiou nesta quarta-feira, 4, a crescente abertura chinesa, no aniversário da repressão ao movimento democrático na Praça da Paz Celestial, em 1989, em contraste com as críticas vertidas contra Pequim em anos anteriores. "A China registrou avanços desde que iniciou sua abertura e reforma, há 30 anos", disse Ma em comunicado para lembrar o décimo nono aniversário do massacre da Praça da Paz Celestial. O tom conciliador de Ma confirma seu compromisso com a melhora dos laços com a China, e aumenta as esperanças de acordos nas negociações que se iniciarão em 11 de junho. Ma sempre condenou a repressão militar ao movimento estudantil e democrático, em junho de 1989, e assinalou que a falta de transparência do governo chinês a esse respeito representava um sério obstáculo para os laços entre Pequim e Taipé.  No aniversário do massacre da Praça da Paz Celestial do ano passado, Ma criticou a China por adiar a democratização e continuar com a repressão à liberdade de imprensa e aos direitos humanos. Este ano, no entanto, Ma expressou apenas sua preocupação com o fato de que o incidente de Praça da Paz Celestial ainda reflita a dificuldade para que a China "goze de liberdade e democracia". O presidente taiwanês elogiou a crescente abertura chinesa, demonstrada na ampla cobertura do terremoto de Sichuan, no sudoeste da China, em 12 de maio, que contrasta com as limitações impostas por ocasião do terremoto de Tangshan, em 1976. A atitude taiwanesa se diferencia da de seu antecessor no cargo, Chen Shui-bian, que não deixava escapar nenhuma oportunidade para criticar a China por sua atitude em relação a Taiwan e sua falta de democracia e de respeito aos direitos humanos.

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