Presidente de Taiwan nega corrupção e não renuncia

O presidente de Taiwan, Chen Shui-bian, em discurso transmitido pela televisão, contestou acusações de desvio de recursos públicos feitas contra ele e sua mulher por promotores, e disse que não renunciará. O líder é impopular, e as novas denúncias poderão deflagrar uma campanha por sua remoção do poder. Depois de evitar aparições públicas por dois dias, o presidente Chen afirmou as acusações de corrupção feitas contra ele na sexta-feira foram dolorosas e soam como uma "sentença de morte política" "Como poderia Chen Shui-bian ser esse tipo de pessoa, juntando recibos falsos para desviar dinheiro?", disse ele, durante o discurso, de uma hora, proferido a partir do gabinete presidencial. Ele se recusou a acatar pedidos para que renuncie de imediato. Mas Chen afirmou: "Se minha mulher for condenada, então, como os promotores acreditam que minha mulher e eu agimos em conjunto, não poderei escapar. Estou disposto a renunciar antes que meu mandato termine". A família do presidente é alvo de rumores de corrupção há meses, mas o escândalo mais recente irrompeu na sexta-feira, quando a primeira-dama Wu Shu-chen foi indiciada por desfalque, falsificação e perjúrio. Wu é acusada da apropriação indébita de 14,8 milhões de dólares novos taiwaneses (US$ 450.000) de um fundo diplomático especial, no período de 2002 a 2006. Os promotores dizem que também há evidências contra o presidente, mas o cargo torna Chen imune a esse tipo de processo.

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